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O papel do jovem profissional de Saneamento PDF Imprimir E-mail

Conheça os pré-requisitos para exercer a profissão e a demanda de mercado para este profissional

Por Fernanda Faustino

EsgotoCeuAberto“A profissão do sanitarista, na idade contemporânea, veio com o conceito de que não era preciso apenas combater as doenças que já estão instaladas nos indivíduos, mas evitá-la” relata Jaqueline Aparecida da Rocha, integrante do comitê organizador do programa JPS – Jovens Profissionais do Saneamento, da ABES-SP – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, sessão São Paulo.

Somente pela frase acima, já se nota a importância de um sistema de saneamento adequado para atender a população. Os problemas que enfrentamos cotidianamente como enchente, lixo, contaminação dos mananciais e água sem tratamento estão diretamente ligados a doenças como diarréia, dengue, febre tifóide e malária, que resultam em milhares de mortes anuais.

Jaqueline explica que a preocupação com o saneamento e suas relações com a saúde humana surgiram desde as civilizações antigas e estão diretamente relacionadas ao surgimento e crescimento das cidades.

A história do saneamento no Brasil, por exemplo, teve início no período colonial. Anteriormente, o abastecimento de água era feito por meio de bicas e fontes. A partir da chegada da família real, houve a implantação de uma infra-estrutura mínima de saneamento à população.

O Rio de Janeiro – que era a capital da república brasileira no início do século XX – possuía sérios problemas urbanos, aonde proliferavam doenças como tuberculose, sarampo, tifo e hanseníase.

Jaqueline explica que a partir desta percepção, o então presidente da República, Rodrigues Alves delegou ao prefeito Pereira Passos e ao médico Oswaldo Cruz a implementação de um projeto sanitário na cidade. “A profissionalização veio quando o saneamento passou a ser uma especialidade estudada nos cursos de engenharia”, explica. “O Patrono da Engenharia Sanitária no Brasil é o sanitarista Francisco Saturnino de Brito.”

Segundo um estudo da OMS - Organização Mundial da Saúde, para cada R$ 1 investido em saneamento, economiza-se R$ 4, com gastos em saúde, o que demonstra que as áreas estão diretamente interligadas.

falta-de-saneamentoA demanda por profissionais especializados é crescente no mundo inteiro e é cada vez maior, também, o campo de atuação. O profissional de saneamento pode atuar em recuperação de áreas contaminadas, saneamento em situações de emergência (desastres ambientais), educação ambiental, planejamento e gestão ambiental, gestão dos recursos hídricos, gestão dos resíduos sólidos, uso e ocupação do solo, sistemas de esgotamento sanitário, sistemas de abastecimento de água, drenagem urbana, aproveitamento de energia (lodo, gás metano, entre outros), reuso da água, gestão regulatória, planos de saneamento etc.

Segundo Jaqueline, o profissional pode atuar em empresas públicas e privadas de saneamento ambiental; laboratórios de controle da qualidade ambiental e de estudos de impacto ambiental; indústrias em geral, em seus setores de gerenciamento ambiental e de resíduos; autarquias ou serviços autônomos municipais, prefeituras, empresas da construção civil, empresas de projetos, ONGs, agências reguladoras etc. “O profissional de saneamento pode ser responsável pelo projeto, implantação, gestão ou operação de sistemas de abastecimento de água, sistemas de esgotamento sanitário, gerenciamento de resíduos sólidos, drenagem urbana, controle de emissões atmosféricas, monitoramento de ar, água e solo, desenvolvimento de programas de educação ambiental, elaboração de planos de saneamento, fiscalização, atuar junto às vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental e aos projetos de gestão pública da saúde”, analisa.

Ela explica ainda que, anteriormente, o mercado de saneamento era restrito à engenharia, entretanto, o setor saneamento, hoje, pode ser considerado multidisciplinar e necessita de vários profissionais. Entre eles: engenheiros, médicos, biólogos, físicos, jornalistas, arquitetos, químicos, administradores, economistas, advogados, entre outros profissionais.

Para a professora Dione Morita, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a visão multidisciplinar é necessária e imprescindível, desde que cada profissional atue em sua área específica.

A professora explica ainda que os cursos profissionalizantes não conseguem atender a demanda por profissionais que atendam plenamente as necessidades das empresas.

JaquelineUma das causas, de acordo com Jaqueline, é que os cursos profissionalizantes precisam se adaptar às exigências de mercado, considerando novos atores, como a regulação no saneamento. “Durante I Fórum de Jovens Profissionais do Saneamento Ambiental, realizado em setembro/2011 em Porto Alegre, foi apontada a necessidade de capacitação direcionada ao mercado, como gestão de projetos, licitação, administração pública, gestão de negócios, análise de viabilidade econômico-financeira de projetos e regulação”, observa.

Já no I Workshop “Panorama do Setor de Saneamento Para Jovens Profissionais”, promovido pelo grupo JPS – Jovens Profissionais do Saneamento, em conjunto com a ABES-SP – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - Sessão São Paulo, no dia 29 de junho de 2011, durante palestra ministrada por João Batista Comparini, diretor de Tecnologia e Empreendimentos em Meio Ambiente da Sabesp, abordou os desafios atuais tanto para os profissionais antigos quanto para os que iniciam a carreira agora com base nas responsabilidades, conceitos e legislação. “O setor tem uma abrangência imensa e, efetivamente, estamos em um momento de carência de profissionais”, explica.

O diretor ressaltou a importância de oferecer um serviço de boa qualidade com continuidade para todos. “Não posso distribuir um serviço bom para uma região e ruim para a outra. Tem que ser igual para todos. Universalizar o serviço é nossa prioridade, pois a falta de saneamento básico ainda é a principal causa de morte infantil e diarréia”, explica.

Um dos principais pré-requisitos para quem quer ingressar no setor é estar aberto à inovação e ver o segmento como uma área prazerosa, reconfortante e compensadora, “É impagável trabalhar para a melhoria da qualidade de vida da população”, comenta Jaqueline.

Carlos Alberto Rosito, conselheiro da diretoria da Saint Gobain Canalização, trabalha no setor há 44 anos, quando se iniciava o Planasa – Plano Nacional de Saneamento, no Brasil. “O saneamento é um setor que tem um apelo social muito grande por estar diretamente ligado à saúde pública”, enfatiza.

Ele comenta que durante os anos que trabalha no setor, testemunhou, dentre outras coisas, a enorme redução da mortalidade infantil. “Antes, para cada mil crianças com menos de um ano que nascia, eram registradas 150 mortes. Hoje, este índice já abaixou para 20, e em alguns estados 10”, relata. “É impossível ver este avanço e não ficar entusiasmado.”

De acordo com Rosito, o segmento carece de pessoas com boa formação. “O saneamento na América Latina tem três problemas: gestão, gestão, gestão. Isso só pode ser resolvido com pessoas cada vez mais instruídas e que amam aquilo que fazem. Nós temos uma necessidade de muita gente bem formada e especializada. E esta condição não é só para o saneamento, para qualquer mercado profissional o jovem precisa melhorar sua formação”, analisa.

Ele explica que, hoje, o fato de cursar uma faculdade não é mais visto como um diferencial. Os ingressantes no mercado precisam estar aptos para suprir a demanda de empresas que estão cada vez mais exigentes. “Hoje a ‘água’ no mundo todo representa um grande desafio e precisamos de profissionais que entendam isso e que atuem com amor nesta profissão, porque tudo aquilo que se faz com amor se faz bem feito”, finaliza.

 

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