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Presidente da ABES-SP fala sobre disponibilidade hídrica em fórum internacional realizado em São Paulo PDF Imprimir E-mail
Sex, 17 de Outubro de 2014 15:46

O Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental-Seção São Paulo, o engenheiro Alceu Guérios Bittencourt, proferiu a palestra de abertura, nesta quarta-feira, dia 15, no I Fórum Técnico Internacional "Reuso Direto e Indireto de Efluentes para Potabilização”. O evento foi promovido pelo portal Tratamento de Água no Auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP) e contou com especialistas brasileiros e estrangeiros.

Alceu abordou o tema Disponibilidade Hídrica das Regiões Metropolitanas Brasileiras e Plano de Segurança da Água. Participaram também do painel, Fernando Marcato, sócio da GO Associados, e Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, vice coordenadora da Câmara de Saúde Pública da ABES-SP.

O presidente da ABES-SP iniciou sua apresentação ressaltando que este é um momento muito pertinente para tratar do assunto recursos hídricos e que a ABES-SP, como uma entidade voltada à Engenharia Sanitária e Ambiental, tem uma atenção especial para esta problemática. “A ABES é uma entidade com quase 50 anos de existência, a mais antiga de profissionais em saneamento no Brasil, e tem uma preocupação muito grande em contribuir permanentemente e ainda mais acentuadamente na situação que estamos vivendo.”

O engenheiro apresentou um panorama da crise de escassez hídrica e falou sobre seus efeitos no sistema de abastecimento. “Esta é uma crise que abrange todo o Sudeste do Brasil, o Nordeste e o Centro. Nós estamos com uma situação de extrema carência de água nas bacias do Alto do Paranapanema, do Tietê, Rio Grande, Paraná e São Francisco, e questões que eram restritas, até muito pouco tempo, ao meio técnico, hoje são de domínio da população e dos dirigentes, de uma forma que antes não se apresentava”.

Alceu, que é Diretor Presidente da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (COBRAPE), apresentou dados do Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista, elaborado a partir de um estudo realizado pela COBRAPE, com o objetivo de estabelecer diretrizes para o uso racional e sustentável da água e propor alternativas para a resolução de conflitos, existentes ou potenciais, entre regiões e usuários diversos, com base em um amplo diagnóstico das disponibilidades e demandas atuais e futuras.

O engenheiro relacionou os níveis de disponibilidade hídrica na Macrometrópole com o Produto Interno Bruto (PIB) e apresentou o cenário da região, englobando informações de inserção regional, população e vantagens logísticas do território. Além disso, também lançou dados de balanço hídrico, comparando a oferta e demanda de água.

Por fim, Alceu Bittencourt ressaltou que o momento de escassez hídrica lança novas oportunidades de debates. “A crise abre possibilidades e muda também existências culturais e dificuldades políticas e permite que se discutam aspectos e propostas que em outras circunstâncias seriam dificilmente aceitos”, concluiu.

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 Alceu Bittencourt palestra no I Fórum Técnico Internacional "Reuso Direto e Indireto de Efluentes para Potabilização”

 

Plano de Segurança de Água

A engenheira Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, coordenadora e vice coordenadora, respectivamente, das Câmaras Técnicas de Resíduos Sólidos e Saúde Pública da ABES-SP e membro do Conselho Consultivo da entidade, também esteve presente no painel, apresentando a palestra Plano de Segurança de Água (PSA). Para a engenheira, a importância de se tratar este assunto de maneira não segmentada. “Com este evento, nós estamos atendendo a uma necessidade de diversos setores em discutir o tema de segurança da água, mas essa não é uma instância que deve ser tratada de maneira individualizada, cada um na sua caixinha, mas sim de maneira complementar, multiprofissional, pois precisamos que todos ajam em conjunto para que ela funcione”.

Roseane também falou sobre a relação do saneamento com a saúde pública e destacou a relevância dos PSAs para a manutenção destes dois setores, além de ressaltar as dificuldades em sua implantação. “Plano de Segurança da Água não é uma coisa nova, embora estejamos sempre pensando que é novo. Neste momento, apesar da legislação do Brasil já ter uma obrigatoriedade, nós ainda somos tímidos na elaboração de planos de segurança da água, pois muitos de nós ainda pensamos de maneira tradicional na questão do abastecimento, qualidade da água e do atendimento aos padrões de potabilidade”.

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Roseane Maria Garcia Lopes de Souza fala sobre Plano de Segurança de Água no evento

O painel ainda contou com a presença de Fernando Marcato, que além de Sócio da GO Associados também é Membro do Conselho de Administração da sociedade Aquapolo Ambiental. Fernando apresentou em sua palestra um dimensionamento da problemática da crise hídrica.

No período da tarde, especialistas do México, EUA (Orange Country e Texas) e Namíbia apresentaram os cenários de suas respectivas regiões no painel Experiências Internacionais.

 

Uma questão mundial

Ao dar as boas-vindas aos participantes na abertura, o Diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Victor Munsch Filho, ressaltou a importância de realizar discussões a respeito dos recursos hídricos, devido à atual situação no Estado de São Paulo. “Esta questão da crise hídrica não se restringe ao nosso estado. O acesso a água potável é um problema mundial e hoje nós observamos problemas nesta questão desde em populações pobres da África até populações de países desenvolvidos. Este é um problema que diz respeito à humanidade e à sobrevivência”.

Pedro Mancuso, professor da FSP e coordenador da Câmara Técnica de Saúde da ABES, também destacou a relevância do trabalho multidisciplinar na solução das questões abordadas. “Precisamos de profissionais de todo tipo para enfrentar esse problema e a FSP tem esse viés. Na região Sudeste superamos problemas de surtos de doenças de veiculação hídrica e estávamos entrando em um outro patamar. De repente, esses problemas podem ressurgir, em função da falta de água. Portanto, esta é uma grande oportunidade de discutir estes temas nesta casa de saúde pública.”

O I Fórum Técnico Internacional "Reuso Direto e Indireto de Efluentes para Potabilização” foi encerrado nesta quinta-feira, dia 16, com um debate a respeito dos aspectos técnico-operacionais e legais para implantação do reuso para potabilização, comandado pelos professores doutores Pedro Mancuso e Ivanildo Hespanhol, da Escola Politécnica da USP, Otávio Okano, Diretor Presidente da CETESB e Daniel R. Fink, procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O evento também contou com a participação de especialistas internacionais, que apresentaram experiências de países como México, Namíbia e Estados Unidos.

 

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