ABES

http://abes-sp.org.br/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/495966banner_socio.giflink
http://abes-sp.org.br/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/330350economiaagua.jpglink
http://abes-sp.org.br/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/514816banner_1.jpglink
http://abes-sp.org.br/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/611994jps080916.jpglink
http://abes-sp.org.br/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/283592241326diadesol2015.jpglink
Home Notícias Notícias ABES Dia Mundial do Urbanismo: “Precisamos de uma gestão urbana proativa, que ofereça alternativas de habitação segura”, afirma o arquiteto e urbanista Ricardo Toledo, sobre os desafios do urbanismo sustentável
Dia Mundial do Urbanismo: “Precisamos de uma gestão urbana proativa, que ofereça alternativas de habitação segura”, afirma o arquiteto e urbanista Ricardo Toledo, sobre os desafios do urbanismo sustentável PDF Imprimir E-mail
Sex, 07 de Novembro de 2014 06:37

Gestão e manutenção adequadas. Estas são as questões mais urgentes nas grandes regiões urbanas, segundo o arquiteto, urbanista e membro do Conselho Consultivo da ABES-SP, Ricardo Toledo Silva. “As áreas precárias tendem a combinar problemas de coleta de esgoto e de resíduos sólidos com drenagem insuficiente, gerando riscos combinados de contaminação cruzada, poluição ambiental e instabilidade geotécnica”.

No próximo domingo, dia 8, será celebrado o Dia Mundial do Urbanismo. A data, comemorada há 65 anos em mais de 30 países, foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de promover a consciência, a sustentabilidade, a promoção e a integração entre a comunidade e o urbanismo. Uma boa oportunidade para refletirmos sobre estas questões.

De acordo com Ricardo, se não houver gestão e manutenção adequadas, mesmo as áreas verdes tendem a tornar-se terrenos abandonados propensos à degradação acelerada. “O gerenciamento de áreas de risco é de suma importância, principalmente no sentido de evitar a ocupação urbana de áreas vulneráveis. Isso depende de uma gestão urbana proativa, que ofereça alternativas de habitação segura”.

Ainda assim, o esforço vale a pena. Além da redução dos impactos ambientais, as construções ambientais também trazem outros benefícios como a redução de custos, o aumento da produtividade e do valor de mercado e melhora das vendas de varejo, bem como da qualidade de vida e da saúde dos ocupantes e trabalhadores.

O Urbanismo é um campo do conhecimento que tem como objetivo criar essas condições satisfatórias e ordenadas de vida nos centros urbanos, de acordo com as necessidades humanas, como: meios de locomoção, moradia, lazer e criação de áreas verdes, entre outras.

O crescente caos urbano, decorrente do obsoleto e contraditório modelo de ocupação implementado desde a era industrial, e os problemas urbanos consequentes dele, despertaram a necessidade de uma discussão teórica a respeito do assunto a partir de 1933. Para atender a essa demanda, em 1949, Carlos Maria Della Paolera, na época diretor do Instituto de Urbanismo da Universidade de Buenos Aires (UBA) e diretor técnico do Plano de Urbanização, fundou a Organização Internacional do Dia Mundial do Urbanismo.

No entanto, no início do século XX, muitos países já começaram a tomar medidas para formalizar leis baseadas em princípios urbanísticos. O final da Segunda Guerra Mundial e a consequente necessidade da reconstrução física de muitas cidades deram início a um novo período de consideráveis remodelações. Mas foi no final da década de 1960 que a orientação do urbanismo realmente ultrapassou os aspectos físicos. No Brasil, a data entrou no calendário oficial nacional de comemorações apenas em 1985, pelo Decreto n° 91.900, assinado pelo então presidente da República José Sarney.

Em sua concepção moderna, o urbanismo é um processo contínuo que afeta não só o projeto físico, mas abrange também temas de regulamentação social, econômica e política e, por fim, questões ambientais. Atualmente, uma vez em evidência com o aumento da consciência socioambiental da sociedade, decorrente dos impactos do desenvolvimento no meio ambiente, o urbanismo chega para atenuar os problemas de infraestrutura ocasionados pelo crescimento desenfreado e nem sempre adequado das cidades.

É neste cenário que surge o conceito de construção sustentável. O Conselho Internacional da Construção (CIB) aponta a indústria da construção como o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos ambientais. Além dos impactos relacionados ao consumo de matéria e energia, há aqueles associados à geração de resíduos. Estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção.

A melhor alternativa para diminuir os impactos causados ao meio ambiente e de possibilitar a reaproximação do homem à natureza são as construções sustentáveis. Seu conceito de baseia-se no desenvolvimento de modelos que permitam à construção civil enfrentar e propor soluções aos principais problemas ambientais de nossa época, sem renunciar à moderna tecnologia e a criação de edificações que atendam às necessidades de seus usuários, o que por si só já é um grande desafio.

Estas adversidades são ainda mais acentuadas quando nas cidades subdesenvolvidas, onde há questões como a desigualdade econômica e social, o déficit habitacional e a situação de risco de grandes assentamentos, que dificultam a realização de processos sustentáveis. Além disso, é importante lembrar que o espaço sustentável refere-se também à manutenção e preservação da diversidade de culturas, valores e práticas existentes, que integram, ao longo do tempo, as identidades dos povos.

Nos grandes centros os desafios já são outros. “Nessas regiões a questão a mobilidade urbana é fundamental. Alternativas devem ser criadas para evitar deslocamentos que causam perda de tempo e emissões de gases efeito estufa”, afirma Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comitê do Meio Ambiente (Comasp) do Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon).

De acordo com Lilian, apesar do planejamento urbano atual considerar alguns fatores importantes de gestão, há áreas já ocupadas anteriormente que precisam ser revistas. “Temos o ‘passivo’, ou seja, o ambiente já construído que nem sempre considerou requisitos como o provimento de áreas verdes e de lazer, o gerenciamento de áreas de risco, o tratamento dos esgotos e a destinação dos resíduos. No entanto, esta questão dos resíduos, por exemplo, já está começando a ser priorizada de forma devida, em função das políticas públicas e da pressão da sociedade, além dos custos envolvidos no gerenciamento que não são baixos”.

Ciente da importância destas realizações, a ABES-SP presta a sua homenagem à todos os profissionais que se dedicam a esse setor e trabalham para construir um mundo muito mais limpo e saudável para essa e as futuras gerações.

Dia Mundial do Urbanismo - Cópia

 

Eventos

«   Maio 2019   »
dstqqss
   1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
 
Veja mais eventos

Receba nossos informativos

Rua Eugênio de Medeiros, 242 - 6º andar - Pinheiros - 05425-900
São Paulo - SP
Mapa de localização

Tel / Fax: 11 3814 1872
Fale conosco

ABES-SP - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental