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Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas: data desperta atenção da sociedade a respeito das mudanças do clima PDF Imprimir E-mail
Seg, 16 de Março de 2015 09:18

Nesta segunda-feira, dia 16 de março, é celebrado o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, criado com o objetivo de chamar a atenção da população para essa questão e também para a necessidade de ações que reduzam o impacto dessas mudanças sobre a Terra. A data foi instituída em 2011, por meio da Lei nº 12.533. Segundo o texto da lei, “as escolas promoverão atos, eventos, debates e mobilizações relacionados a medidas de proteção dos ecossistemas brasileiros”.

O aumento da emissão de gases de efeito estufa (GEEs), como o dióxido de carbono (CO2), é considerado a principal causa do aquecimento global e das mudanças climáticas. Estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), apresentados em 2013, comprovaram que a ação humana tem intensificado e provocado essas mudanças, principalmente por conta da emissão em excesso de GEEs, seja por queima de combustíveis fósseis para geração de energia ou por desmatamento.

Juntamente com toda a degradação ambiental, a perda de biodiversidade e o desgaste dos recursos naturais no mundo, a emissão desses gases têm causado efeitos importantes na vida do planeta. Já é possível constatar nos últimos anos elevação do nível do mar, derretimento de geleiras, intensificação de tempestades, dos períodos chuvosos e de secas, entre outros fenômenos, que já vêm afetando a vida de milhares de pessoas no mundo.

De acordo com a geóloga e pesquisadora científica do Instituto Geológico da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, Celia Regina de Gouveia Souza, os reflexos das variações climáticas vivenciados nas praias do Estado de São Paulo exemplificam bem a forma como as alterações climáticas influenciam e transformam os biomas.

“Realizamos um estudo para a Codesp em 2011, sobre a ocorrência de ressacas do mar fortes na Baixada Santista, que exemplifica bem a complexidade deste tema. Nós verificamos que, desde a década de 1960, o número de ressacas do mar fortes vem aumentando exponencialmente, com uma explosão no número de eventos a partir de 1998 e durante toda a década de 2000 e até o presente. Só em 2010 foram 14 ressacas fortes, de fevereiro a dezembro, às vezes com mais de um evento em um único mês, portanto diferente da distribuição normal que define a temporada de ressacas, que ocorre de abril a setembro”, explica.

A geóloga também ressaltou a possível relação da atual crise hídrica com as mudanças no clima. “As mudanças climáticas sempre afetam de alguma forma o balanço e o regime hídrico do planeta. Existem, inclusive, estudos recentes e em curso para São Paulo, que estão obtendo resultados interessantes nesse sentido. Mas também devem ser contabilizadas, nesse contexto, as inúmeras intervenções antrópicas e seus impactos nos ambientes naturais, bem como a falta de ações governamentais para o enfrentamento das mudanças ambientais advindas desse quadro bastante complexo que é a interação homem versus planeta. No caso do Estado de São Paulo há um agravante: ele se localiza numa zona de transição climática, que torna as respostas às mudanças climáticas ainda mais complexas”.

De acordo com Célia Regina os processos naturais da própria evolução do planeta modificados por intervenções antrópicas de várias escalas temporais e espaciais, dificultam o controle das mudanças climáticas. “Acredito que é necessário primeiro compreender bem quais são esses danos em cada região, nos mais variados níveis, depois estabelecer prognósticos e, a partir deles, sugerir quais as melhores medidas para nos adaptarmos ao que já está aí e ao que poderá vir”.  

Apesar disto, o cidadão comum também pode contribuir para a redução do aquecimento global e para um melhor enfrentamento das mudanças climáticas. Utilizar os recursos naturais com responsabilidade; fazer melhores escolhas ao consumir bens, produtos e serviços e dar prioridade a atividades que reduzam a emissão de gases de efeito estufa, como a diminuição do consumo de energia, são importantes maneiras de colaborar na busca pela solução do problema que afeta a todos.

Por este motivo, a geóloga ressalta a importância da data. “A conscientização precisa ser feita em todos os níveis da sociedade, pois dela dependem os esforços necessários e a concretização das ações para o enfrentamento do que está aí e do que há de vir”, finaliza.  

 

Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

 

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