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Presidentes de companhias de saneamento refletem sobre os desafios frente à crise hídrica PDF Imprimir E-mail
Seg, 05 de Outubro de 2015 17:51

A crise hídrica que se abateu em grande parte do território nacional despertou nos gestores de empresas públicas de água e saneamento, de norte a sul do País, uma nova consciência perante as políticas públicas do setor. Isso ficou claro no painel “Alterações Climáticas e a Gestão do Saneamento Ambiental”, que aconteceu agora na tarde desta segunda, dia 5, no 28o  Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O painel reuniu mais de dois mil participantes.

Presidentes de companhias: refe sobre

Presidentes de companhias: reflexão sobre a crise

“A crise hídrica trouxe luz a um assunto que antes era relegado somente ao povo nordestino. É preciso dar importância e criar arranjos institucionais diferentes para o nosso segmento. Precisamos nos organizar nacionalmente como setor”, disse o administrador de empresa Roberto Tavares, presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Ele foi um dos participantes do painel coordenado pelo presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli, que contou ainda com Jerson Kelman, da SABESP; Jorge Briard, da CEDAE; Sinara Meirelles, da Copasa; Arly de Lara Romão, da Sanasa; Flávio Presser, da Corsan; e Carlos Roma Júnior da ProLagos.

A proposta foi unânime: as empresas públicas que administram a crise hídrica brasileira precisam criar normas e até regras que possam ser compartilhadas pelas coirmãs.

“A água ainda é um produto barato. A crise vai passar e já deixou uma nova consciência”, confirma Lara Romão, da empresa de Campinas. Segundo ele, 260 mil pessoas da cidade paulista pagam tarifa social de apenas cinco reais. “Ou seja, mil litros de água custam R$ 2,50 por pessoa. O que é inadiável e a institucionalização da água de reúso. Agora, precisamos estar unidos para tirar o saneamento da situação vexatória em que se encontra”, finalizou o presidente da  Sanasa.

A conscientização da população é outro fator importante. A situação dos mananciais que abastecem Belo Horizonte – Paraopeba e Rio das Velhas – é a mais grave dos últimos 40 anos, disse na parte vespertina do debate climático a engenheira Sinara Meireles, da Copasa, a empresa de saneamento de Minas Gerais. Sinara informou que a situação ficou tão séria que a empresa teve de buscar o apoio da população para conter o consumo e, paralelamente, agilizar o programa de contenção de vazamentos, fazendo com que os reparos tivessem o tempo médio reduzido de 9 para 4 horas.

Sinara Meireles, da Copasa - foto: Romildo Guerrante

Sinara Meireles, da Copasa - foto: Romildo Guerrante

O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, informou no debate que as reservas de água para abastecimento de São Paulo caíram à metade do que  haviam alcançado na crise anterior, há 80 anos. Ele defendeu o que foi feito para responder à emergência, com a interligação dos diferentes reservatórios. Kelman criticou o uso da expressão “volume morto”, que teria induzido a população a interpretações despropositadas. “Volume morto é termo técnico usado pelo setor elétrico, e indica que o nível está abaixo da capacidade de produção de energia. Nada a ver com abastecimento d`água, cujos responsáveis  nomeiam essas águas como “reserva técnica”, perfeitamente adequadas ao consumo”, explicou.

Jerson Kelman, presidente da Sabesp - foto: Romido Guerrante

Jerson Kelman, presidente da Sabesp – foto: Romido Guerrante

 

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