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Estudo estima em US$ 2 tri danos do aquecimento aos oceanos PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Março de 2012 09:27

As emissões de gases de efeito estufa podem chegar a provocar danos da ordem de US$ 2 trilhões ao ano aos oceanos, segundo um estudo sueco publicado nesta quarta-feira. A estimativa, feita pelo Instituto Ambiental de Estocolmo, se baseia na suposição de que as emissões de carbono que alteram o clima continuarão numa espiral ascendente sem trégua.


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Em 20 anos, despoluição da Baía de Guanabara vira esgoto PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Março de 2012 09:24

RIO - O Dia Mundial da Água - data criada pela ONU e comemorada amanhã, 22 de março - tinha tudo para transformar este ano a Baía de Guanabara no cenário de uma festa especial. A três meses da Rio+20, a conferência sobre o desenvolvimento sustentável que deve atrair ao Rio de Janeiro mais de 100 chefes de Estado, a Cidade Maravilhosa poderia mostrar ao mundo a recuperação de sua baía, banhada por dezenas de rios, originalmente cercada por manguezais e antigo hábitat de golfinhos e tartarugas marinhas.

Anunciado há 20 anos, durante a Rio-92, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara começou a ser executado em 1995, foi prorrogado oficialmente sete vezes e, após consumir mais de US$ 1 bilhão, continua inacabado. Hoje, apenas 36% de todo o esgoto gerado nos 15 municípios do entorno é tratado. Um dos maiores símbolos da beleza natural do Rio no passado, a baía recebe em média 10 mil litros por segundo de esgoto sem tratamento. Duas décadas depois, o cartão-postal do Rio de Janeiro continua lindo - mas seu odor é fétido.

Nenhuma das quatro estações construídas ao longo do projeto, que ficou conhecido pela sigla PDBG, está operando plenamente. O programa passou por seis governos desde a assinatura do contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 1994. Inicialmente, a previsão para conclusão da primeira fase de obras era de cinco anos, chegando a 51% de esgoto tratado. Além do fiasco e do atraso, há questionamentos sobre a qualidade do tratamento. Outra crítica comum é de que tenha havido um desvio do conceito original, mais amplo. Na prática, ficou restrito ao saneamento básico, sem um plano ambiental.

Recursos. O PDBG consumiu US$ 1,17 bilhão em recursos do BID, da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e do governo do Estado. O primeiro desembolso ocorreu no fim de 1994, ano de implantação do Plano Real, e o dólar teve grande variação no período de contrato: chegou a valer R$ 4 em 2002.

Até hoje o esgoto não chega à estação de tratamento de São Gonçalo, inaugurada no fim do governo Marcello Alencar (1995-1998) - faltaram as redes. A estação da Pavuna, projetada para tratar 1.500 litros por segundo, recebe menos de 200. Na de Sarapuí, com a mesma capacidade, são tratados de 600 a 900 litros/segundo.

A maior delas, a de Alegria, projetada para 5.000 l/s, opera com metade disso. As estações da Pavuna, de Sarapuí e de Alegria foram inauguradas no governo de Anthony Garotinho (1999-2002), e o atual governador, Sérgio Cabral Filho, reinaugurou as duas últimas, com tratamento secundário.

No contrato, estavam previstos 1.248 km de redes coletoras de esgoto e 178 mil ligações domiciliares. Foram executados apenas 603 km de redes e 54 mil ligações até novembro de 2006, segundo o último relatório do BID. De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), foram instalados 697 km de redes coletoras desde 2007, início da atual gestão - o número de ligações domiciliares, também solicitado pela reportagem, não foi informado.

Denúncias. "Os principais problemas do PDBG foram a falta de transparência, de articulação com os municípios, de regulação da Cedae e, principalmente, a fraude cavalar de fazer as estações sem a rede", afirma o secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc. Autor de uma série de denúncias de irregularidades em obras do programa enquanto era deputado estadual pelo PT, Minc conseguiu em novembro de 2011 a aprovação no BID de um novo empréstimo de US$ 452 milhões para melhorar a coleta do esgoto despejado na baía.

O PDBG estava tão queimado que o programa mudou de nome para Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM).

Minc afirma que o volume de esgoto tratado no início do governo Cabral, em 2007, era de 20% e chegará a 40% ainda neste semestre. "A nossa meta é chegar a 2014 com 65% e na Olimpíada (em 2016) com 80%", diz.

O presidente da Cedae, Wagner Victer, apresenta números um pouco diferentes. "Quando entramos (em 2007), era pouco mais de 15% e hoje estamos em quase 50%. Vamos chegar a 80% da baía em 4 anos." A meta apresentada pelo BID junto com o novo financiamento foi mais conservadora: 80% até 2018.

Um símbolo dos erros do programa é o que ocorreu com a estação de Paquetá. Fora de uso por muito tempo, ficou deteriorada, e o governo desistiu de colocá-la em funcionamento.

"Chegamos à conclusão de que era mais barato passar os tubos por baixo d'água e levar o esgoto para a estação de São Gonçalo", diz Minc. Mas a de São Gonçalo precisa ser refeita. "Ela foi inaugurada três ou quatro vezes e não funciona até hoje", conta a engenheira Dora Negreiros, que participou da concepção do PDBG e preside o Instituto Baía de Guanabara.

Lixo. Minc afirma que estações de tratamento ficaram secas por até 13 anos "porque a grana para essas obras vinha de fora". "Já a grana para fazer redes, conexões, era do Fecam (fundo estadual), que ia para tudo, menos para saneamento e ambiente. Rede é debaixo da terra, o que dá voto é estação. São elefantes brancos, monumentos à incompetência, ao descaso, à ilusão."

Para Victer, os maiores problemas hoje são o lixo - um dos alvos (e fracassos) do programa original - e o fato de algumas empresas não quererem se conectar à rede de esgoto. "Vamos acabar com todos os lixões do entorno da baía este ano", promete Minc.

A recuperação ambiental da baía é um dos compromissos assumidos pelo governo para a realização da Olimpíada de 2016.

 

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

 
'Monitor os oceanos é urgente' PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Março de 2012 09:22

José Henrique Muelbert é coordenador do painel para a implementação do Sistema Global de Observação dos Oceanos (Goos, na sigla em inglês), uma rede mundial de monitoramento de oceanos apoiada por vários organismos internacionais. Ele afirma que o mundo precisa urgentemente monitorar parâmetros como a temperatura e a quantidade de nutrientes e oxigênio dos mares, para dar respostas e prestar serviços à sociedade. "Monitorar a temperatura dos oceanos, por exemplo, ajuda na previsão de ciclones e eventos extremos. Não é diletantismo científico", brinca.

Na entrevista abaixo, Muelbert falou ao Estado sobre acidificação, pesca predatória e monitoramento dos oceanos.

A acidificação parece ser a bola da vez na discussão sobre oceanos. Por quê?

A acidificação está ocorrendo em resposta ao aumento da pressão de gás carbônico na atmosfera. Ele acaba sendo incorporado aos oceanos e vai alterar o balanço dos carbonatos dentro do sistema aquático. Isso deixa o pH mais ácido e atua diretamente sobre os organismos que têm carbonato de cálcio em sua formação.

Temos estudos em série sobre isso? Temos ideia do tempo que esse fenômeno vai demorar para fazer efeito sobre estes organismos?

Existem estudos de laboratório mostrando o efeito da descalcificação nos organismos. Agora, projetar esses estudo para o ambiente é complicado, porqueestudamos um organismo que já cresceu, que já viveu. Seria preciso acompanhar esse organismo no ciclo de vida dele. Isso significa observar uma ostra, por exemplo, por cinco, seis anos.... Então, fazer esse tipo de projeção é muito complicado. Temos de conhecer bem os limites de tolerância das espécies. Há algumas que toleram maior amplitude de variação de pH, enquanto outras são mais sensíveis e afetados por pequenas modificações. Outra coisa que não conhecemos bem é a taxa com que essa modificação está ocorrendo. Há uma série medida no Havaí, por dez anos, que uma ideia, mas não sabemos se isso acontece em todos os oceanos, ou se é relativo apenas àquele ecossistema. Por isso, na Rio+20, uma das coisas que está sendo articulada é um sistema global de observação dos oceanos.

Esse sistema teria de ser do mesmo naipe do monitoramento atmosférico?

Precisamos urgentemente observar vários parâmetros. Saber, por exemplo, como os nutrientes estão mudando ao longo dos oceanos. Existem maior produção e transporte de nitrogenados, de fosfatados nas zonas costeiras, que estão afetando as águas, criando mais zonas mortas; precisamos monitorar o oxigênio relacionado com essas zonas mortas e a transmissão da luz dentro da colônia trófica, pois a luz é fundamental para o desenvolvimento do fitoplâncton - a pastagem dos oceanos. São variáveis simples que precisam ser monitoradas a longo prazo para começarmos a dar algumas respostas para a sociedade.

O que são as zonas mortas? Elas vêm aumentando?

Quando se constrói uma cidade na beira da praia, onde não havia população, você começa a produzir dejetos, muitas vezes jogados diretamente nas águas, in natura, sem tratamento. Eles vão acabar consumindo o oxigênio que está na água para decomposição da matéria orgânica. Isso cria áreas com pouco oxigênio, que chamamos de zonas mortas. Um estudo publicado há cerca de dois anos mostra que elas vêm aumentando porque os oceanos, principalmente as regiões costeiras, estão cada vez mais sujeitas às ações do homem. Um outro aspecto é que há um aumento cada vez maior de áreas de agricultura que utilizam fertilizantes inorgânicos. Eles são levados para os rios quando chove, e daí para os oceanos, onde há plantinhas que, ao crescer, vão consumir oxigênio, e ao morrer vão acumular matéria orgânica no fundo do mar. Essa matéria orgânica também vai utilizar oxigênio para ser degradada. Vai haver um aumento dessas zonas mortas, de condições de baixo oxigênio.

Nos últimos anos, houve evolução no monitoramento de alguns dos parâmetros oceânicos citados por você?

Sim, em regiões oceânicas abertas que se pode cobrir com satélite. Hoje em dia, a gente consegue monitorar por satélite a temperatura, a cor dos oceanos, e com isso ter uma ideia da produção biológica primária de plantas. A gente consegue monitorar a altura, a elevação da água, e com isso estimar correntes. E, ano passado, foi lançado um satélite que consegue indicar a salinidade, outro aspecto importante do sistema. Isso foi possível com o advento do sensoriamento remoto. Mas medições no local, de regiões costeiras, não temos. Não temos também uma cobertura muito grande para validar alguns desses dados de satélite e poder utilizar melhor essa informação.

Os pontos de monitoramento existentes (aqui e no Japão, por exemplo) usam a mesma linguagem e metodologia?

A ideia por trás do Goos é justamente essa: que sejam medidas as mesmas variáveis, da mesma maneira, com a mesma técnica e a mesma precisão, para que se possa comparar.

Existe um mapeamento dos pontos de monitoramento ideais ao redor do mundo?

Isso vem sendo discutido. No Brasil, ano passado, o governo federal financiou Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia no mar. Foram formados quatro desses. Apesar de eles terem a proposição de fazer pesquisa científica, um dos grandes avanços que acho que vão trazer é essa preocupação de instalar sistemas de monitoramento. Estamos agora no momento de chegar a um acordo sobre os locais mais importantes para monitoramento a curto prazo, as regiões costeiras mais suscetíveis.

Quais são as variáveis levadas em conta para instalar um ponto de monitoramento?

Estive envolvido no documento final do GOOS. Temos a nítida preocupação com variáveis que causam impacto no ambiente e também em monitorar variáveis que tenham benefício final para a sociedade. Por exemplo: algas nocivas. Existe um grupo de algas que sob determinadas condições florescem rapidamente e liberam toxinas nas águas. Elas vão entrar no peixe que a gente consome, em áreas de maricultura.

 

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

 

 
Costa Rica poderia inspirar Brasil no setor ambiental, diz secretário PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Março de 2012 09:19

Enquanto o governo se gaba das credenciais ambientais do Brasil para sediar a conferência Rio +20, o czar da biodiversidade das Nações Unidas, o paulista Bráulio Dias, propõe humildade: o país deveria se inspirar na Costa Rica para resolver as contradições entre ambiente e desenvolvimentismo.

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Financiamento à economia verde opõe países na Rio +20, diz ONU PDF Imprimir E-mail
Qua, 21 de Março de 2012 09:16

O secretário-geral da Conferência das Naçôes Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, afirmou que os países que participarão da reunião no Rio de Janeiro, em junho, concordam que a criação de uma agenda social é necessária para garantir desenvolvimento e proteção ao ambiente.

Zukang disse, entretanto, que o financiamento das ações gera dúvidas.

"Quem deve arcar com os custos de se avançar em direção a uma economia verde?", questionou, ao citar uma das principais questões levantadas pelas delegações.

Outras dúvidas, segundo ele, são as condições em que haverá transferência de tecnologia para a promoção de desenvolvimento.

O diplomata discursou nesta terça-feira, na ONU, ao iniciar a primeira rodada de negociações informais sobre o Rascunho Zero, documento que guiará a conferência, a ser realizada 20 anos após a Eco-92.

Desde as reuniões em janeiro houve avanços, disse. Entre eles, apontou o reconhecimento de que a economia verde deve ter padrões sociais inclusivos.

O diplomata também afirmou que há consenso sobre o desejo de evitar protecionismo e sobre o respeito a diferentes níveis de desenvolvimento e prioridades entre os países.

Pediu aos países esforço para resolver as divergências. "Vamos lembrar que Rio +20 é uma conferência de implementação. Portanto, o resultado deve fornecer um quadro de ação ousado e radical. Devemos fechar lacunas", disse o diplomata, ao abrir o encontro.

 

EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

Em debate promovido hoje pelo Brasil na ONU, Rômulo Paes de Sousa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, apresentou iniciativas brasileiras que conjugam garantia de renda, acesso a serviços públicos e proteção ao ambiente (conhecidos como três pilares do desenvolvimento sustentável).

Entre as iniciativas, citou o Bolsa Verde, que remunera famílias pela conservação da floresta amazônica. Esse é um dos programas que integram o Brasil sem Miséria.

"A pobreza é um obstáculo para ter uma política de preservação ambiental bem-sucedida. Um contexto de extrema pobreza acaba levando populações a desmatar ou fazer usos menos racionais do ambiente", destacou Sousa.

O secretário afirmou que as propostas de inclusão foram bem-recebidas pelas organizações e delegações que participaram do encontro, mas também destacou que os países receiam sobre a fonte de recursos para as iniciativas.

Os debates preparatórios para a Rio+20 continuarão, em Nova York, nesta e na próxima semana.

 

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

 
Investigadores desenvolveram primeiro estudo climático aplicado ao ordenamento urbano PDF Imprimir E-mail
Ter, 20 de Março de 2012 09:18

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram o primeiro estudo climático da Figueira da Foz aplicado ao ordenamento urbano, no âmbito do processo de revisão, em curso, do Plano Director Municipal (PDM).

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Evo Morales ainda não confirmou presença na Rio+20 PDF Imprimir E-mail
Ter, 20 de Março de 2012 09:17

O Ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, informou que o presidente Evo Morales tem a intenção de participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), prevista para junho, no Rio de Janeiro. Mas o ministro ainda não confirmou a presença do chefe de Estado boliviano no evento. David Choquehuanca se encontrou nesta segunda-feira com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

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Rio+20: direitos humanos serão prioridade na Cúpula dos Povos PDF Imprimir E-mail
Ter, 20 de Março de 2012 09:14

O Comitê Facilitador da Cúpula dos Povos definiu nesta segunda-feira as principais questões que serão abordadas no evento paralelo à Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho deste ano, após rodada de encontros de trabalho nesse fim de semana, no Rio de Janeiro, da qual participaram cerca de 60 pessoas de 20 países.

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Sem sistema estruturado, grupo de 4 mil pessoas sustenta a reciclagem no Rio PDF Imprimir E-mail
Ter, 20 de Março de 2012 09:12

RIO - O catador é hoje o principal agente do precário sistema de reciclagem no Rio. Se, no Brasil, o peso dessa mão de obra informal é imenso na cadeia do reaproveitamento dos resíduos, em países europeus este ator passou a ter um papel secundário. Em países como Alemanha e Portugal, a coleta do material reciclável é feita ou por funcionários dos municípios ou por empresas financiadas pelas indústrias. Ou seja, os catadores, tema do terceiro dia da série "Desleixo insustentável", transformaram-se em empregados de usinas recicladoras ou empresários.

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MP pede suspensão da usina de Teles Pires PDF Imprimir E-mail
Ter, 20 de Março de 2012 09:10

Os ministérios públicos do Mato Grosso e Pará ajuizaram na última sexta-feira, a quarta ação por irregularidades no licenciamento ambiental da usina hidrelétrica de Teles Pires, uma das seis barragens previstas para o rio de mesmo nome, que fica entre os dois Estados.

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