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Governo lança plano para compensar emissões de gases da Rio+20 PDF Imprimir E-mail
Sex, 15 de Junho de 2012 10:38

O governo brasileiro divulgou nesta quinta-feira (14), no Riocentro, no Rio de Janeiro, um plano que vai compensar as emissões de gases de efeito estufa provenientes da Rio+20, como forma de reduzir o impacto ambiental da conferência, que teve início oficialmente nesta quarta-feira.

De acordo com o governo, a “Estratégia Nacional de compensação de emissões de gases de efeito estufa” englobará a realização de um inventário para mensurar os gases provenientes da Rio+20 e seguirá padrões internacionais. Além disso, todos os participantes poderão doar online o equivalente às suas emissões em deslocamentos na Conferência. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, fez a sua doação no Riocentro.

Para evitar uma quantidade maior de impacto ambiental, o Comitê Nacional de Organização da Rio+20 já seguiu a recomendação do decreto brasileiro que prevê compras públicas sustentáveis, assinado no último dia 5 de junho pela presidente Dilma Rousseff.

Ainda segundo o ministério das Relações Exteriores, gastos de recursos hídricos, produção de resíduos sólidos, energia e queima de combustível fóssil com transportes terrestres durante a conferência terão suas emissões compensadas por meio do mercado de crédito de carbono, inserido no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento do Protocolo de Kyoto.

Protocolo de Kyoto é um acordo global para reduzir a emissão de gases estufa, como o dióxido de carbono, com o objetivo de conter o avanço das mudanças climáticas. O mercado de créditos de carbono foi criado dentro de um instrumento do protocolo chamado “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo” (MDL) e permite a países desenvolvidos (como os europeus) comprar toneladas de CO2 que não foram emitidas por países em desenvolvimento (como o Brasil) graças à implantação de tecnologias limpas em diferentes áreas. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada não-emitida.

Fonte: Ambiente Brasil

 
Na véspera do fim das negociações, Brasil tenta salvar texto da Rio+20 PDF Imprimir E-mail
Sex, 15 de Junho de 2012 10:29

O secretário-executivo da Comissão Nacional para a Rio+20, Luiz Alberto Figueiredo, disse que as negociações para a criação de meios de implementação para o desenvolvimento sustentável – que incluem formas de financiamento, tecnologia e capacitação de países -, ainda são alvo de divergências entre as delegações.

Em entrevista coletiva realizada no Riocentro nesta quinta-feira (14), o diplomata informou que houve avanços nas negociações sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis. Porém, a falta de consenso preocupa, já que se aproxima o prazo final das negociações do Comitê Preparatório da Rio+20.

“Nos interessa um documento forte e não um ‘meio termo’,” disse Figueiredo.

Após o fim da fase de negociações, o governo brasileiro organiza debates com especialistas, entre 16 e 19 de junho. Depois, os chefes de Estado e governo vão debater o texto no segmento de alto nível, dos dias 20 a 22.

Mais cedo, o diretor da ONU para o desenvolvimento sustentável, Nilchil Seth, disse que as negociações, previstas para acabar nesta sexta, podem se estender pelo fim de semana a pedido dos diplomatas.

Figueiredo, no entanto, disse que o Brasil, enquanto país que preside a conferência, acredita que as negociações vão terminar na sexta. Se isso não acontecer, o governo vai agir para tentar fazer as nações entrarem em acordo.

“O Brasil vai buscar sugerir opções de solução (…). Como presidência, auxiliará assumindo as negociações e buscando pontos de convergências. É nossa função explorar vias de acordo com nossos parceiros, sem abandonar a postura como membro [da ONU]. Temos que vestir outro chapéu, que é o da presidência e que nos leva a busca do meio termo”, explicou.

O negociador-chefe da delegação brasileira negou a existência de um documento paralelo ao texto atualmente debatido entre as delegações.

“O Brasil não apresentará novos textos. É muito natural que surjam rumores de que o país-sede tenha um texto na manga e o apresente na última hora”.

Economia verde e Pnuma – Figueiredo disse não acreditar que saia mais caro para os países emergentes o gasto com a tecnologia verde, que integra a chamada “economia verde”.

“O mais importante é difundir e dar acesso a isso para que a sustentabilidade não seja privilégio de alguns. Tem que ser algo que todos os países possam abraçar,” disse.

Figueiredo também falou sobre o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), um dos pontos em debate na conferência.

“Não há um consenso claro em torno de transformar o Pnuma em uma agência especializada, mas há um consenso para fortalecer seu papel e dar os meios para sua atuação,” afirmou.

O embaixador informou que o Brasil e outros países insistem para que saia da Rio+20 um “processo negociador” que regulamenta o uso dos recursos naturais e da biodiversidade dos oceanos (alto mar).

“É uma lacuna da Convenção do Mar que deve ser preenchida e há um grande movimento de apoio a isso. Estamos muito confiantes que sairemos daqui com indicação clara de que vamos abrir um processo para negociar esse acordo”, explicou.

Fundo – Sobre a criação de um fundo anual de US$ 30 bilhões, proposto pelo G77+China como forma de solucionar o financiamento do desenvolvimento sustentável no mundo, Figueiredo disse que todas as propostas estão sendo consideradas na negociação.

Mais cedo, o embaixador André Corrêa do Lago afirmou ao G1 que os países ricos receberam mal a proposta do grupo do Brasil.

“Quando se fala da questão de dinheiro, de recursos novos e financeiros, é um problema. Nesse caso, particularmente, por conta da crise”, disse Corrêa do Lago

Fonte: G1

 
Preservação de rios e nascentes é tema de debate na Rio+20 Exemplos de sucesso foram apresentados em uma exposição. Produtor de Água e reciclagem de embalagem de agrotóxicos são exemplos. PDF Imprimir E-mail
Sex, 15 de Junho de 2012 10:13

A produtora Ana Gomes, de Rio Verde, Goiás olha para a imensidão do mar do rio. Ela diz que faz sua parte na preservação da água em sua propriedade de 60 hectares. Ana conta que há 17 anos a fazenda estava destruída pela extração de calcário. Fotos mostram erosões enormes e o assoreamento do rio. Hoje, a vegetação nativa está recuperada e ela conseguiu reverter a degradação.

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Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana PDF Imprimir E-mail
Qui, 14 de Junho de 2012 10:32

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro 'incerto'.
ONU chamou atual década de 'década da biodiversidade'.

 

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Fonte: G1

 

 

 

 

 
Austrália anuncia criação de rede de reservas naturais marinhas PDF Imprimir E-mail
Qui, 14 de Junho de 2012 10:26

Parques vão cobrir 3,1 milhões de quilômetros quadrados, diz ministro.
Objetivo é proteger vida aquática no mar territorial australiano.


Austrália anunciou que vai criar a maior rede mundial de reservas naturais marinhas, com o objetivo de proteger a vida aquática, e que vai determinar limites estritos à pesca e à prospecção petrolífera e de gás off-shore.

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Contêineres de coleta seletiva causam surpresa PDF Imprimir E-mail
Qui, 14 de Junho de 2012 10:11

CRISTIANE BOMFIM

Surpresa e desconfiança são as reações de quem encontra na rua enormes contêineres de plástico verde que estão sendo instalados pela Prefeitura para a coleta de lixo reciclável. Os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) passaram a ser colocados nas calçadas paulistanas no mês passado, sem qualquer campanha educativa ou informativa, daí o espanto de quem encontra o equipamento de 1,80 metro no meio do caminho.

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Brasil tem maior 'recife de algas' do mundo PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2012 11:20

Pesquisa mapeia Plataforma de Abrolhos e revela que região tem a maior extensão conhecida de recifes de algas calcárias, altamente vulneráveis à acidificação do oceano

 

A Plataforma de Abrolhos, na costa da Bahia, possui a maior área coberta por rodolitos em todo o mundo, de acordo com um estudo liderado por pesquisadores brasileiros. Os rodolitos são algas que formam estruturas semelhantes a recifes de corais.

O levantamento, que teve seus resultados publicados na revista PLoS One, concluiu que os recifes de rodolitos em Abrolhos cobrem uma extensão de mais de 20 mil quilômetros quadrados, comparável à área do estado de Sergipe.

A pesquisa revela também que esses recifes, que produzem anualmente cerca de 25 milhões de toneladas de carbonato de cálcio, enfrentam diversas ameaças e são especialmente vulneráveis à acidificação do oceano.

O estudo, que mereceu um comentário na revista Science, teve contribuição do projeto "Mapeamento dos hábitats bentônicos do banco de Abrolhos", coordenado por Paulo Sumida, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), e financiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular.

O artigo teve participação de cientistas da USP, do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), da Universidade de Boston (Estados Unidos) e das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Espírito Santo (UFES), da Paraíba (UFPB) e Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ). A coordenação do trabalho foi de Gilberto Amado Filho, do Instituto de Pesquisa JBRJ.

O grupo que realizou o levantamento também incluiu pesquisadores da Conservação Internacional e do Instituto de Milênio Projeto Pró-Abrolhos, de acordo com Sumida, que atualmente coordena o projeto "Efeitos da acidificação no metabolismo e trofodinâmica do bentos marinhos" , também financiado pela FAPESP.

De acordo com Sumida, os rodolitos ocupam quase metade da área total do banco de Abrolhos, que tem cerca de 46 mil quilômetros quadrados. Considerando essas dimensões, o estudo alerta para a necessidade de políticas de conservação ambiental.

"É uma área imensa de recifes, que abrigam uma biodiversidade riquíssima. Além disso, eles são muito vulneráveis às ameaças ambientais como a acidificação do oceano. Os rodolitos são uma verdadeira fábrica de carbonato de cálcio e sua degradação poderia liberar quantidades gigantescas de carbono para o meio ambiente", disse Sumida à Agência FAPESP.

O levantamento desvendou a distribuição, extensão, composição e estrutura dos recifes de rodolitos. Para isso foi realizado um mapeamento com sonares de varredura, mergulhos técnicos e uso de veículos robôs.
"O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi o primeiro do gênero no Brasil. Mas a área do parque, com profundidades de menos de 20 metros, não chega a 2% do banco de Abrolos. Começamos a mapear o banco de Abrolhos em áreas mais profundas, de forma sistemática, em profundidades de até 100 metros", disse Sumida.

O registro feito com os sonares - que varrem uma área de até 400 metros em torno da embarcação - revelou estruturas homogêneas no relevo do fundo. Para identificar do que se tratava, os cientistas utilizaram os mergulhadores e os veículos operados remotamente.

"Descobrimos essa área imensa coberta por rodolitos e quando consultamos a literatura confirmamos que se trata do maior banco contínuo dessas estruturas no mundo, com mais de 20 mil quilômetros quadrados", contou Sumida.

AGREGADORES DA BIODIVERSIDADE
Segundo Sumida, por sua enorme extensão de recifes de rodolitos, o banco de Abrolhos pode ter um papel ambiental importante no clima global. Ao produzir o carbonato de cálcio em sua estrutura, essas algas sequestram carbono da atmosfera.


"Como são compostos por um material calcário, os rodolitos são muito sujeitos à acidificação marinha. Essa degradação poderia colocar todo esse carbono de volta no ambiente marinho. Ao jogar mais carbono na água, o processo tende a aumentar o desequilíbrio químico do oceano, aumentando ainda mais o efeito de acidificação, em um círculo vicioso de proporções desastrosas", explicou.

Outro fator que enfatiza a necessidade de políticas de conservação no banco de Abrolhos é a rica biodiversidade presente na área de rodolitos, que forma um ambiente complexo e heterogêneo, repleto de nichos ecológicos.

"Além de sumidouro de carbono, os rodolitos são importantes agregadores de biodiversidade, assim como os recifes de corais. É uma área crítica para preservação. Quando essas estruturas são degradadas, o ecossistema é simplificado e algumas espécies oportunistas, adaptadas a hábitats mais homogêneos, acabam sendo favorecidas. O resultado é um empobrecimento dramático da biodiversidade local", disse Sumida.

O cientista afirma que os resultados da pesquisa já estão sendo utilizados como base para a discussão relativa à ampliação das áreas de preservação em Abrolhos.

"O ideal seria excluir Abrolhos dos planos de exploração de petróleo na região, que já está toda loteada para ser explorada. Haveria impactos extremos. O estudo também mostra que seria inviável a exploração de calcário na região", disse.

Depois de desvendar a estrutura e extensão dos recifes de rodolitos, segundo Sumida, os pesquisadores do IO-USP e do JBRJ deverão agora se concentrar no estudo da diversidade de microinvertebrados presente nos nichos ecológicos formados pelos rodolitos em Abrolhos.


Fonte: Planeta Sustentável

 
Dilma diz que nova lei não deve fragilizar proteção ao meio ambiente PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2012 11:07

Na coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (12), Dilma Rousseff disse que nenhuma legislação nova deve enfraquecer a proteção ao meio ambiente, ao responder pergunta sobre o novo Código Florestal. Nesta semana, a presidente participa do evento Rio+20, evento das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.

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Bicicletas de bambu são a novidade nas ruas de São Paulo PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2012 10:55

As bicicletas de bambu começaram a andar pela cidade de São Paulo. Elas fazem parte do “Escolas de Bicicleta”, um projeto criado pela Secretaria Municipal de Educação que tem como proposta formar ciclistas urbanos.

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Rio+20 vai definir metas para o 'mundo inteiro', diz embaixador PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2012 09:38

Luiz Alberto Figueiredo será negociador-chefe do Brasil na cúpula.
Segundo ele, países ricos terão de adotar desenvolvimento sustentável

 

A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa oficialmente nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro, vai "definir metas para o mundo inteiro". É o que afirmou o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil na cúpula, em entrevista ao Bom Dia Brasil.

"Um dos principais resultados que nós já podemos prever será a adoção pela Rio+20, pelos chefes de Estado, de objetivos de desenvolvimento sustentável", disse. "Haverá uma coisa concreta, que será refinada por um processo de negociação imediatamente depois da Rio+20. Nós temos que definir metas para o mundo inteiro, não só para os países pobres, mas para os países ricos também, para que todos caminhemos no sentido da sustentabilidade."

O encontro, que ocorre 20 anos depois da Rio 92, deve reunir mais de 130 chefes de Estado em sua fase final, para debater propostas sobre como aliar o desenvolvimento econômico à proteção ao meio ambiente e à inclusão social.

O embaixador minimizou as ausências de Barack Obama (EUA), David Cameron (Grã-Bretanha) e Angela Merkel (Alemanha). "É impressionante o número de chefes de Estado que já confirmaram a sua vinda. Nós vamos ter mais chefes de Estado e de governo que tivemos na Rio 92. É natural que alguns chefes de Estado não possam vir por razões diferentes, mas seus países terão sempre uma voz muito ativa, porque eles serão representados também em bastante alto nível."

Desta quarta (13) até a sexta (15) ocorrem as últimas negociações sobre o documento que será levado aos chefes de governo. Trata-se da é a “Reunião do Comitê Preparatório da Rio+20”.

Entre os dias 16 e 19, o governo brasileiro organiza mesas de debate sobre temas ligados à sustentabilidade com especialistas na área, nos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”. A fase final, chamada de “Segmento de Alto Nível”, com presidentes e líderes de governos, vai de 20 a 22 de junho.


Nesta quarta, as negociações começam às 10h e devem continuar até o início da noite. Na sessão de abertura, os “co-chairs” (pessoas que ajudam o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, a comandar o encontro) vão divulgar a agenda das negociações e eleger aqueles que vão coordenar a redação dos capítulos do documento final.

Às 11h, a presidente Dilma Rousseff inaugura o “Pavilhão Brasil” no Parque dos Atletas, em frente ao Riocentro. No local, o governo brasileiro vai apresentar iniciativas e projetos ligados à temática ambiental.

Segundo o Comitê Nacional de Organização da Rio+20, ainda na quarta, às 18h30, haverá uma cerimônia oficial que deve contar com a presença dos ministros Antônio Patriota, das Relações Exteriores, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente.

Documento final
O texto final deve apresentar propostas para que os países sejam capazes de desenvolver sua economia sem impactar o meio ambiente e erradicando a pobreza extrema – os pilares da chamada “economia verde”.

Organizações não-governamentais e demais representantes da sociedade civil criticam a falta de acordo entre as nações e o próprio documento, designando-o como “fraco” e “sem metas obrigatórias”.

A falta de obrigações do documento para os países foi criticada por  especialistas ouvidos pelo G1, já que a ausência de metas pode ter afastado importantes líderes como David Cameron, do Reino Unido; Angela Merkel, da Alemanha; e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Para o secretário da Rio+20, tais ausências não enfraquecerão o encontro.

Eventos paralelos
Fora do Riocentro, outros eventos e mesas de debates acontecem em diversos locais do Rio de Janeiro. O maior deles é a Cúpula dos Povos, organizada por entidades da sociedade civil críticas à agenda oficial da Rio+20.

No Forte de Copacabana, a Exposição Humanidade 2012 traz uma mostra gratuita e aberta ao público da diretora e cenógrafa Bia Lessa sobre os temas da Rio+20. O mesmo local recebe mesas de debate e, nos próximos dias, encontros de prefeitos e de empresários.

No hotel Windsor Barra, entre os dias 15 e 19, homens de negócios de todo o mundo se reúnem no "Forum sobre Sustentabilidade Global" para debater maneiras de impulsionar empresas levando em conta os quesitos de proteção ambiental.

Fonte: G1



 

 

 

 

 

 
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